{"id":13873,"date":"2021-05-14T06:01:13","date_gmt":"2021-05-14T11:01:13","guid":{"rendered":"https:\/\/cornflowerblue-rail-980953.hostingersite.com\/?p=13873"},"modified":"2021-05-14T06:02:15","modified_gmt":"2021-05-14T11:02:15","slug":"whats-new-in-nuclear-medicine-portuguese-march-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/staging-hub.acoredu.com\/pt-pt\/whats-new-in-nuclear-medicine-portuguese-march-2021\/","title":{"rendered":"What&#8217;s new in Nuclear Medicine (Portuguese) &#8211; March 2021"},"content":{"rendered":"<p>[embedyt] https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-X_jOJWPavU[\/embedyt]<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o de PET <\/strong><strong>\u00ednterim de linfoma difuso de grandes c\u00e9lulas B usando recomenda\u00e7\u00f5es publicadas: compara\u00e7\u00e3o da escala Deauville de 5 pontos com o m\u00e9todo \u0394SUVmax.<\/strong><\/span><\/h5>\n<p>Jan Rekowski, Andreas H\u00fcttmann, Christine Schmitz, Stefan P. M\u00fcller, Lars Kurch, J\u00f6rg Kotzerke, Christiane Franzius, Matthias Weckesser, Frank M. Bengel, Martin Freesmeyer, Andreas Hertel, Thomas Krohn, Jens Holzinger, Ingo Brink, Uwe Haberkorn, Fonyuy Nyuyki, Dani\u00eblle M.E. van Assema, Lilli Geworski, Dirk Hasenclever, Karl-Heinz J\u00f6ckel, and Ulrich D\u00fchrsen.<\/p>\n<p>J Nucl Med 2021; 62(1): 37-42.<\/p>\n<p><strong>Contexto:<\/strong> PET\/TC \u00ednterim com 18F-fluorodeoxiglicose \u00e9 realizado entre os ciclos de quimioterapia para avaliar a resposta ao tratamento e orientar controle em linfomas agressivos, como o linfoma difuso de grandes c\u00e9lulas B (LDGCB). A recomenda\u00e7\u00e3o atual para a an\u00e1lise de resposta ao tratamento no PET \u00ednterim \u00e9 a partir da escala de Deauville. Essa escala de 5 pontos atribui um valor baseado na capta\u00e7\u00e3o relativa de radiof\u00e1rmacos nos locais de doen\u00e7a: 1 corresponde \u00e0 nenhuma capta\u00e7\u00e3o, 2 \u00e0 capta\u00e7\u00e3o menor que o mediastino, 3 \u00e0 capta\u00e7\u00e3o menor ou igual ao f\u00edgado, 4 \u00e0 capta\u00e7\u00e3o um pouco maior que o f\u00edgado e 5 \u00e0 capta\u00e7\u00e3o marcadamente maior que o f\u00edgado; uma resposta negativa ao tratamento \u00e9 dada como uma pontua\u00e7\u00e3o de 4 ou 5. A escala de Deauville requer apenas o PET\/TC \u00ednterim, mas \u00e9 associada a um maior n\u00famero de falsos positivos e subestima\u00e7\u00e3o da resposta ao tratamento. A resposta ao tratamento tamb\u00e9m pode ser avaliada pelo m\u00e9todo \u0394SUVmax, que compara os locais da doen\u00e7a com maior capta\u00e7\u00e3o do radiomarcador entre o primeiro PET\/TC e o PET\/TC \u00ednterim; como resposta negativa ao tratamento temos uma redu\u00e7\u00e3o de dois ter\u00e7os ou menos na capta\u00e7\u00e3o. O m\u00e9todo \u0394SUVmax requer um PET\/TC pr\u00e9 tratamento e o PET\/TC \u00ednterim, mas possibilita uma avalia\u00e7\u00e3o semi quantitativa n\u00e3o influenciada pela capta\u00e7\u00e3o de fundo. H\u00e1 alguns estudos comparando os dois m\u00e9todos, por\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rios mais trabalhos.<\/p>\n<p><strong>Objetivo:<\/strong> Comparar a escala de Deauville e o m\u00e9todo \u0394SUVmax para avaliar a resposta ao tratamento para LDGCB.<\/p>\n<p><strong>M\u00e9todos:<\/strong> Foram usados dados do ensaio cl\u00ednico controlado randomizado sobre terapia guiada por PET para linfoma n\u00e3o Hodgkin agressivo (PETAL): esse estudo investigou op\u00e7\u00f5es de tratamento em linfomas n\u00e3o Hodgkin rec\u00e9m diagnosticados baseado na resposta do PET\/TC \u00ednterim. Todos os pacientes receberam o mesmo protocolo inicial de quimioterapia. Aqueles com resultados negativos do PET\/TC foram submetidos a tratamento subsequente diferente daqueles com resultados positivos: o desfecho do paciente n\u00e3o foi alterado pela mudan\u00e7a no tratamento. Todos os pacientes realizaram PET\/TC inicial e \u00ednterim, com o exame \u00ednterim sendo realizado pelo menos 10 dias ap\u00f3s o segundo ciclo da quimioterapia.<\/p>\n<p>O PET\/TC \u00ednterim foi analisado pelo do m\u00e9todo \u0394SUVmax: a resposta foi considerada positiva se observada uma redu\u00e7\u00e3o maior que dois ter\u00e7os no \u0394SUVmax ou se a capta\u00e7\u00e3o fosse fisiol\u00f3gica. Retrospectivamente, esses exames tamb\u00e9m foram avaliados com a escala de Deauville, e um desfecho positivo foi considerado com uma pontua\u00e7\u00e3o de 1 a 3. Os autores usaram o coeficiente de correla\u00e7\u00e3o de Spearman para analisar a associa\u00e7\u00e3o entre os dois m\u00e9todos, curvas Kaplan-Meier para analisar os diferentes desfechos e AUC para a discrimina\u00e7\u00e3o da performance.<\/p>\n<p><strong>Resultados:<\/strong> 596 pacientes foram inclu\u00eddos. 92 tiveram resposta negativa de acordo com \u0394SUVmax (diminui\u00e7\u00e3o de dois ter\u00e7os ou menos), 29 dos quais apresentaram apenas n\u00edveis fisiol\u00f3gicos de capta\u00e7\u00e3o no PET\/TC \u00ednterim e foram, assim, reclassificados como resposta positiva, resultando em 63 respostas negativas de acordo com \u0394SUVmax. De acordo com a escala de Deauville, 270 apresentaram uma resposta negativa. A concord\u00e2ncia entre os dois m\u00e9todos foi de 63%, com mais de um ter\u00e7o dos pacientes apresentando resposta negativa de acordo com a escala de Deauville, mas positiva pelo \u0394SUVmax.<\/p>\n<p>A sobrevida livre de doen\u00e7a ap\u00f3s dois anos foi de 71%. O desempenho da discrimina\u00e7\u00e3o foi negativo para ambos os m\u00e9todos, mas foi melhor no m\u00e9todo \u0394SUVmax do que na escala de Deauville. As curvas de sobrevida livre de doen\u00e7a de Kaplan-Meier ilustraram diferen\u00e7as mais pronunciadas em grupos positivos\/negativos em grupos pelo \u0394SUVmax do que pela escala de Deauville. A escala de Deauville demonstrou sensibilidade maior (52,5% contra 24,6%) mas\u00a0 especificidade menor (57,7% contra 88,8%) do que o m\u00e9todo \u0394SUVmax, portanto, uma taxa de falso positivo mais alta. O m\u00e9todo \u0394SUVmax apresentou maior valor preditivo positivo e menor valor preditivo negativo do que a escala de Deauville em todos os desfechos.<\/p>\n<p><strong>Discuss\u00e3o:<\/strong> Estudos pr\u00e9vios mostraram que o PET\/TC \u00ednterim \u00e9 preditivo da sobrevida apenas quando analisado pelo m\u00e9todo \u0394SUVmax e que a escala de Deauville est\u00e1 associada a alta taxa de falso positivo. No presente estudo, o m\u00e9todo \u0394SUVmax mostrou ter performance melhor do que a escala de Deauville e a alta taxa de falso positivo com a escala de Deauville foi demonstrada novamente. Avaliar o PET\/TC \u00ednterim com a escala de Deauville seria, portanto, mais prov\u00e1vel de sugerir que o paciente fosse submetido a uma terapia mais agressiva, embora possa ter respondido bem a sua terapia atual, menos cara e menos t\u00f3xica.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o:<\/strong> Quando o PET\/TC inicial e o \u00ednterim estiverem dispon\u00edveis, o m\u00e9todo \u0394SUVmax pode fornecer melhor valor progn\u00f3stico na decis\u00e3o de tratamento baseada em resposta metab\u00f3lica precoce, dada sua menor taxa de falso positivo comparado com a escala de Deauville.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o de les\u00f5es \u00f3sseas com PET 18F-FDG em compara\u00e7\u00e3o com a cintilografia \u00f3ssea com <\/strong><strong><sup>99m<\/sup><\/strong><\/span><strong><span style=\"color: #3366ff;\">Tc resulta em diferen\u00e7a clinicamente relevante no controle do c\u00e2ncer de mama metast\u00e1tico.<\/span> <\/strong><\/h5>\n<p>Suzanne C. van Es, Ton Velleman, Sjoerd G. Elias, Frederike Bensch, Adrienne H. Brouwers, Andor W.J.M. Glaudemans, Thomas C. Kwee, Marleen Woltman-van Iersel, John H. Maduro, Sjoukje F. Oosting, Elisabeth G.E. de Vries, and Carolina P. Schr\u00f6der.<\/p>\n<p>J Nucl Med 2021; 62(2): 177-83.<\/p>\n<p><strong>Contexto:<\/strong> Ossos s\u00e3o o primeiro local de met\u00e1stase em metade dos pacientes que desenvolvem met\u00e1stase de c\u00e2ncer de mama. Atualmente, a National Comprehensive Cancer Network (NCCN) recomenda a cintilografia \u00f3ssea de corpo inteiro para avaliar a presen\u00e7a de met\u00e1stase \u00f3ssea e considera PET-FDG como uma modalidade adicional opcional. O uso de cintilografia \u00f3ssea sozinha pode levar a n\u00e3o visualiza\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases osteol\u00edticas. Embora existam estudos comparando a cintilografia \u00f3ssea e o PET-FDG, eles n\u00e3o comparam as implica\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas.<\/p>\n<p><strong>Objetivo:<\/strong> Comparar desfechos cl\u00ednicos em pacientes com c\u00e2ncer de mama metast\u00e1tico ap\u00f3s cintilografia \u00f3ssea com tomografia (TC) com contraste e PET-FDG com TC com contraste.<\/p>\n<p><strong>M\u00e9todo:<\/strong> Foram inclu\u00eddos pacientes com diagn\u00f3stico recente de c\u00e2ncer de mama metast\u00e1tico n\u00e3o-rapidamente progressivos que foram inclu\u00eddos no estudo multic\u00eantrico IMPACT-MBC. Todos os pacientes foram submetidos a cintilografia \u00f3ssea, PET\/CT com FDG e TC com contraste no in\u00edcio do estudo. Les\u00f5es \u00f3sseas foram analisadas em todas as tr\u00eas modalidades por dois radiologistas e dois especialistas em medicina nuclear. As recomenda\u00e7\u00f5es de controle foram feitas por cinco oncologistas em duas ocasi\u00f5es separadas ao longo de dez reuni\u00f5es, baseadas na cintilografia \u00f3ssea + TC com contraste na primeira discuss\u00e3o e no PET-FDG + TC com contraste na segunda. Todas as informa\u00e7\u00f5es relevantes sobre o envolvimento de \u00f3rg\u00e3o visceral fornecidas pelo PET-FDG foram apresentadas em ambas as discuss\u00f5es. Ao analisar essas recomenda\u00e7\u00f5es, diferen\u00e7as cl\u00ednicas relevantes inclu\u00edram inten\u00e7\u00f5es de tratamento distintas (curativo ou n\u00e3o) e diferentes terapias sist\u00eamicas ou locais.<\/p>\n<p><strong>Resultados:<\/strong> Dos 102 pacientes com c\u00e2ncer de mama metast\u00e1tico inclu\u00eddos, 93 apresentaram les\u00f5es \u00f3sseas na TC com contraste, cintilografia \u00f3ssea e\/ou PET-FDG, incluindo 9 pacientes com les\u00e3o \u00f3ssea equ\u00edvoca. Dentre os outros 84 pacientes, 3.473 les\u00f5es \u00f3sseas foram identificadas: 1.004 na TC com contraste sozinha, 655 na cintilografia \u00f3ssea sozinha e 2.285 no PET-FDG sozinho. O PET-FDG identificou significativamente mais les\u00f5es \u00f3sseas do que a TC com contraste e a cintilografia \u00f3ssea, e a TC com contraste mais do que a cintilografia \u00f3ssea. A TC com contraste identificou 299 les\u00f5es em 33 pacientes que n\u00e3o foram observadas na cintilografia \u00f3ssea ou no PET-FDG.<\/p>\n<p>As recomenda\u00e7\u00f5es de controle diferiram em 16 dos 102 pacientes, uma vez que as les\u00f5es foram identificadas no PET-FDG + TC com contraste que n\u00e3o foram observadas na cintilografia \u00f3ssea + TC com contraste, resultando em terapia sist\u00eamica\u00a0 (7 pacientes) ou em altera\u00e7\u00e3o da inten\u00e7\u00e3o de tratamento para paliativo (9 pacientes). Aqueles para os quais a terapia sist\u00eamica foi recomendada apresentaram doen\u00e7a metast\u00e1tica extensa com envolvimento visceral, enquanto que aqueles para os quais uma altera\u00e7\u00e3o de inten\u00e7\u00e3o de tratamento foi indicada apresentaram doen\u00e7a metast\u00e1tica limitada. Em 27 pacientes, as recomenda\u00e7\u00f5es teriam inclu\u00eddo a realiza\u00e7\u00e3o de PET-FDG para avalia\u00e7\u00e3o adicional das les\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Discuss\u00e3o:<\/strong> PET-FDG + TC com contraste resultou em mudan\u00e7as na recomenda\u00e7\u00e3o de conduta em 16 pacientes (9 mudan\u00e7as para inten\u00e7\u00e3o paliativa e 7 mudan\u00e7as para terapia sist\u00eamica). Embora nenhum estudo anterior tenha comparado a relev\u00e2ncia cl\u00ednica da cintilografia \u00f3ssea e do PET-FDG para c\u00e2ncer de mama metast\u00e1tico, estudos compararam sua capacidade de detectar met\u00e1stases \u00f3sseas: foram realizados estudos retrospectivos que sugerem que, se o PET-FDG for realizado, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a cintilografia \u00f3ssea, uma vez que a cintilografia \u00f3ssea n\u00e3o vai mostrar les\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o identific\u00e1veis no PET-FDG.\u00a0 O presente trabalho demonstrou que o PET-FDG identifica significativamente mais les\u00f5es que a cintilografia e sugere que o uso de PET-FDG + TC com contraste, ao inv\u00e9s de cintilografia \u00f3ssea + TC com contraste, pode levar a mudan\u00e7as de manejo clinicamente relevantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>Imagem h\u00edbrida na dem\u00eancia: uma abordagem semi-quantitativa <\/strong><strong>com tomografia por emiss\u00e3o de p\u00f3sitrons com 18F-fluorodeoxiglicose\/resson\u00e2ncia magn\u00e9tica na pr\u00e1tica cl\u00ednica<\/strong><\/span><\/h5>\n<p>Ana Marija Franceschi, Kiyon Naser-Tavakolian, Michael Clifton, Osama Ahmed, Katarina Stoffers, Lev Bangiyev, Giuseppe Cruciata, Sean Clouston, and Dinko Franceschi.<\/p>\n<p>World J Nucl Med 2021; 20(1): 23-31.<\/p>\n<p><strong>Contexto:<\/strong> PET\/RM est\u00e1 emergindo como um novo meio de avalia\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as neurodegenerativas. O diagn\u00f3stico precoce de doen\u00e7as neurodegenerativas \u00e9 essencial na efetividade do tratamento para manuten\u00e7\u00e3o da qualidade de vida e para atrasar a progress\u00e3o da doen\u00e7a. A imagem de PET-FDG do c\u00e9rebro mostra caracter\u00edsticas das diferentes doen\u00e7as neurodegenerativas, como o envolvimento de lobos espec\u00edficos e padr\u00f5es de hipometabolismo: a doen\u00e7a de Alzheimer, por exemplo, envolve os lobos temporal medial e parietal posterior com hipometabolismo correspondente; a dem\u00eancia frontotemporal (DFT) geralmente envolve os lobos frontal e temporal; a dem\u00eancia de corpos de Lewy afeta o lobo occipital; e a degenera\u00e7\u00e3o corticobasal, apesar de pior compreendida devido \u00e0 sua raridade, afeta os lobos frontal e parietal. Associar PET-FDG com RM simult\u00e2nea permite melhor localiza\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica e corre\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es de atrofia que subestimam o metabolismo local.<\/p>\n<p><strong>Objetivo:<\/strong> Avaliar a rela\u00e7\u00e3o entre a perda de volume de subst\u00e2ncia cinzenta e diminui\u00e7\u00e3o da capta\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica em lobos espec\u00edficos do c\u00e9rebro em pacientes submetidos a PET-FDG\/RM para dem\u00eancia cl\u00ednica.<\/p>\n<p><strong>M\u00e9todos:<\/strong> Esse estudo retrospectivo identificou 89 pacientes que foram submetidos ao PET-FDG\/ RM do c\u00e9rebro para avalia\u00e7\u00e3o de dem\u00eancia cl\u00ednica. Todos os pacientes posteriormente receberam diagn\u00f3stico de um subtipo espec\u00edfico de dem\u00eancia (DA, DFT, DCL ou DCB) baseado nos dados cl\u00ednicos, na capta\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica e na perda de volume correspondente no PET-FDG\/RM. Os autores registraram os sintomas apresentados mais comuns a partir dos dados cl\u00ednicos, definidos como sintoma presente em mais de 50% dos pacientes com aquele subtipo. As imagens foram realizadas com um PET\/RM Siemens mMR 3T e as avalia\u00e7\u00f5es foram realizadas por dois neuroradiologistas e um especialista em medicina nuclear com os softwares MIMneuro e NeuroQuant. Para avaliar o hipometabolismo, escalas semi quantitativas z abaixo de -1,65 foram definidas como metabolismo anormal condizente com o diagn\u00f3stico daquele subtipo. Para avaliar a perda de volume do lobo, volumes abaixo do 5\u00ba percentil para a idade foram definidos como perda de volume anormal. Os diagn\u00f3sticos foram discutidos entre os tr\u00eas radiologistas e o m\u00e9dico assistente. As correla\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas entre o hipometabolismo e a perda de volume foi realizada com o coeficiente de correla\u00e7\u00e3o de Pearson para cada subtipo de dem\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Resultados:<\/strong> Dos 89 pacientes, 29 foram diagnosticados com doen\u00e7a de Alzheimer, 34 com dem\u00eancia frontotemporal, 14 com dem\u00eancia de corpos de Lewy e 12 com degenera\u00e7\u00e3o corticobasal. Em pacientes com doen\u00e7a de Alzheimer, os sintomas cl\u00ednicos comuns inclu\u00edram perda de mem\u00f3ria progressiva superior a um ano e dificuldades com as atividades da vida di\u00e1ria. Foi encontrada uma rela\u00e7\u00e3o fracamente positiva entre a escala z de hipometabolismo e os percentis de perda de volume nos lobos parietal (r = 0,3, p = 0,120) e temporal (r = 0,38, p &lt; 0,05). Em pacientes com dem\u00eancia frontotemporal, o \u00fanico sintoma de apresenta\u00e7\u00e3o mais comum foram as mudan\u00e7as comportamentais. Uma rela\u00e7\u00e3o fracamente positiva foi encontrada no lobo frontal (r = 0,35, p = 0,051), sem rela\u00e7\u00e3o identificada para o lobo temporal (r = 0,02, p \u00a0= 0,916). Em pacientes com dem\u00eancia de corpos de Lewy, dist\u00farbios de marcha e alucina\u00e7\u00f5es visuais foram sintomas comuns. Foi encontrada uma rela\u00e7\u00e3o moderadamente positiva para o lobo occipital (r = 0,42, p = 0,130) e uma rela\u00e7\u00e3o fracamente positiva para o lobo parietal (r = 0,22, p = 0,447). Em pacientes com degenera\u00e7\u00e3o corticobasal, os sintomas de apresenta\u00e7\u00e3o comum distintos inclu\u00edram fraqueza e apraxia. Uma rela\u00e7\u00e3o moderadamente positiva entre a escala z de hipometabolismo e os percentis de perda de volume foi encontrada para o lobo parietal (r = 0,58, p &lt; 0,05).<\/p>\n<p><strong>Discuss\u00e3o:<\/strong> Os autores investigaram a viabilidade do uso de an\u00e1lise lobo-espec\u00edfica semi quantitativa do hipometabolismo e de perda de volume no diagn\u00f3stico direto dos subtipos de dem\u00eancia. Eles demonstraram rela\u00e7\u00f5es positivas entre eles em todos os subtipos, embora com diferentes for\u00e7as e signific\u00e2ncia estat\u00edstica dentro de cada subtipo. No contexto dessa amostra pequena, os resultados iniciais sugerem que h\u00e1 utilidade nessas ferramentas semi quantitativas para melhorar a confian\u00e7a no diagn\u00f3stico dos subtipos de dem\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"[embedyt] https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-X_jOJWPavU[\/embedyt] &nbsp; Avalia\u00e7\u00e3o de PET \u00ednterim de linfoma difuso de grandes c\u00e9lulas B usando [&hellip;]","protected":false},"author":3,"featured_media":1983,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"categories":[207],"tags":[],"class_list":["post-13873","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>What&#039;s new in Nuclear Medicine (Portuguese) - March 2021 - ACORE<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/staging-hub.acoredu.com\/whats-new-in-nuclear-medicine-march-2021\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"What&#039;s new in Nuclear Medicine (Portuguese) - March 2021 - ACORE\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"[embedyt] https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-X_jOJWPavU[\/embedyt] &nbsp; 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